Sábado, 12 Março 2016 00:32

Entrevista: William Okubo

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 William Okubo fala sobre sua trajetória profissional e os desafios encontrados à frente da maior biblioteca pública do Brasil.

Formado em Biblioteconomia na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo no final dos anos 1990, William Okubo estagiou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas e nos finados programas Disque-Tecnologia, USP Recicla e Rede SACI (Rede de Informação para Pessoas com Deficiência), onde atuou, segundo ele "praticamente como um analista de banco de dados", até ser chamado para trabalhar na Prefeitura de São Paulo no final de 2001. Na Prefeitura, realizou seu primeiro trabalho no Ônibus-Biblioteca, atuando como bibliotecário de referência. Foi alçado, posteriormente, à direção da Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato (a biblioteca infantil mais antiga do país), onde ele conta que se divertiu muito com as crianças, adolescentes e jovens, e aprendeu que "a mediação da leitura e informação para esse público é bem diferente do trabalho com adultos". Em 2005, foi transferido ("numa atitude arbitrária da gestão, recebi uma ligação dizendo que no dia seguinte devia ir trabalhar em outro local") para a Biblioteca Mário de Andrade – BMA, que apelida carinhosamente de “elefante branco”. 

Esse profissional engajado e experiente, apesar da pouca idade, que aceitou gentilmente o convite da Revista Eletrônica da ABDF nesta edição.

REABDF - Como foi estar à frente da maior biblioteca pública brasileira?

Okubo - Em primeiro lugar agradeço o convite e mando um "Salve!" a todos os colegas do Distrito Federal.

Quando cheguei à Mário de Andrade, o número de funcionários e bibliotecários era mínimo, e a situação era constrangedora, devido também ao estado físico do prédio. Fui direto trabalhar no serviço de referência, no que chamávamos de Sala de Leitura. Foi um momento muito divertido e desafiador, pois, devido ao porte, acervo e localização, o serviço de referência me fazia atender pessoas de todas as classes sociais e com os interesses mais variados, a ponto de você atender jovens em busca de periódicos com a sua data de nascimento, seguido de um cidadão do interior em busca de informações de como fazer represamento de água em seu sítio para produzir energia elétrica, e finalizar uma hora de trabalho atendendo uma idosa querendo uma história de amor sem nenhuma tragédia que pudesse entristecê-la durante a leitura. Passei um ano e pouco nessa função e, em seguida, fui trabalhar em um setor da biblioteca que cuidava dos serviços técnicos de apoio (setor de microfilmagem, multimeios e reprografia) e preservação (ou falta de preservação naquele momento...). Fiquei naquela função até o início da reforma do edifício que teve início em setembro de 2007.

Durante o período da reforma e restauro do edifício, enquanto a obra andava, começou uma pequena revolução. Fui alçado ao que chamávamos de Diretoria de Acervo; doze bibliotecários novos chegaram, uma colega também veio da Biblioteca Monteiro Lobato e se tornou Diretora de Atendimento (a Elisangela Alves Silva, hoje na Biblioteca Municipal Hans Christian Andersen, também temática em Contos de Fada). Em seguida, minha ex-professora na ECA-USP, a Maria Christina Barbosa de Almeida (conhecida pelo seu livro de planejamento em bibliotecas) se tornou Diretora Geral. Além disso, ao mesmo tempo, uma reforma administrativa estava em andamento, e parte desta equipe opinou e brigou bastante por uma estrutura que pudesse dar conta da transformação necessária (depois de décadas finalmente foi criada um setor de preservação com cargos para contratação de profissionais especializados; os cargos não eram mais apenas para bibliotecários, outros profissionais foram incorporados formando uma equipe multidisciplinar - entre outras mudanças, o que transformou uma mera seção em um departamento).

Os conhecimentos de planejamento da Christina foram muito importantes, e esses profissionais todos, aliados à equipe judiada pelo tempo, pela falta de políticas públicas de leitura e informação e pela “roda quadrada do serviço público” fizeram um pacto de mudança. Depois de muitas discussões, reclamações, longas reuniões e muita paciência e compreensão mútua, conseguimos reabrir a biblioteca transformada anos depois.

Enfim, como explicado nesse emaranhado de palavras acima, a passagem por aquela importante biblioteca foi positiva apenas porque conseguimos trabalhar por um bom período integradamente, tentando relevar algumas diferenças de visão em para efetivar aquelas ações essenciais e de maior consenso. Ou seja, foi um período rico de crescimento profissional e de aprendizado em gestão, algo pouco abordado durante nossa formação e que é fundamental para estarmos à frente de qualquer instituição, seja ela pequena ou um gigante como é a BMA.

No final de 2012, depois de muito trabalho, muitos momentos felizes e algumas confusões (devido ao cansaço cometi alguns erros de conduta, perdendo a cabeça com alguns colegas devido ao estresse) pedi transferência para outra área da Secretaria Municipal de Cultura.

REABDF - Como você vislumbra a Biblioteca Mário de Andrade diante das mudanças de paradigmas pelas quais passam bibliotecas públicas no mundo, onsiderando o acervo bibliográfico apenas como mais um item de um leque amplo de atividades culturais oferecidas à comunidade?

Okubo - Em outra pergunta falei que ocorreu uma revolução. Acho que devo me corrigir e dizer que foi iniciada uma revolução na BMA, depois de um período de semiabandono de quase 30 anos (apesar de momentos esporádicos de atenção, é fato). E a revolução continua, apesar de algumas discordâncias que nutro em relação a algumas ações da atual diretoria. Em relação ao leque de atividades culturais oferecidas à comunidade, a BMA avança de vento em popa, oferecendo atividades bem variadas, iniciando por uma aproximação com a cultura e arte feita nas periferias da cidade, investindo em música, passando pela clássica chegando a baladinhas noturnas e promovendo eventos "geeks" (como o “Encontro Cosplay” que ocorreu em janeiro, acompanhando a onda do último filme da série Star Wars"). Enfim, é tudo bem contemporâneo.

Por outro lado, essa sanha por eventos tem consumido boa parte do orçamento. E os colegas que lá trabalham não estão muito contentes com a situação. Não me é muito confortável criticar outra gestão, mas é preciso. Acredito que a mudança poderia ser mais equilibrada, por mais que estejamos muito atrasados em relação às bibliotecas ao norte do planeta e até em relação a alguns vizinhos como Colômbia e Chile.

Quando falo em equilíbrio, falo em não diminuir muito os recursos para aquisição de acervo, algo que estava ocorrendo desde o final da reforma (em alguns anos chegamos a comprar quase 180 mil reais em acervo, valor que foi diminuindo até chegar a uns 60 mil reais em 2012). Hoje não sei o valor, mas sempre que vou lá procurar algum lançamento, e nem sempre encontro, algo que não acontecia. Ou seja, tirar da programação um ou dois eventos poderia levar a compra de mais acervo. Com o cobertor curto temos que fazer escolhas, e, numa biblioteca, por mais que seja necessário transformá-la em um centro cultural (utilizo de forma enviesada o que o Luiz Milanesi propõe no seu melhor livro “A casa da invenção”. Leitura obrigatória bem como o genial “Ordenar para desordenar”) e fazer com que ela se transforme num local de encontro e troca de ideias, a redução do acesso ao conteúdo disposto nos livros, revistas e outros suportes de leitura faz com que essa "troca" não atinja todo o seu potencial.

Acho que, fazendo pequenos ajustes, se evitaria um novo colapso no acervo, que pode acontecer a médio e longo prazo. Digo isso porque que em “organismos vivos” como as bibliotecas, algumas decisões tomadas hoje vão repercutir apenas depois de três, quatro, cinco anos, e, numa biblioteca mista como a BMA, que também tem um papel de preservação, alguns livros importantes não adquiridos hoje podem ser procurados lá na frente e a biblioteca não tê-los. Senti esse vácuo quando trabalhei no setor de referência: muita coisa publicada durante a dura década de 90 não foi adquirida nas gestões de compras quase-zero dos adoráveis ex-prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta.

REABDF - Que razões levaram à decisão de abrir a Mário de Andrade 24 horas por dia? Que serviços serão oferecidos, e qual a expectativa sobre o público que frequentará a biblioteca?

Okubo - Como saí da Biblioteca antes da implantação do projeto BMA 24 horas, não sei dizer exatamente qual foi sua gênese, mas há algumas razões óbvias: a região onde a biblioteca se encontra possui uma vida 24 horas. Ali perto, a Rua Augusta, depois de um longo período de baixa, voltou a "bombar" nos últimos anos, e até o Bar e Restaurante Estadão (a sede do jornal por muito tempo era ali perto) que funciona 24 horas pedem um espaço público com horário ampliado.

Atualmente, os espaços de convivência já funcionam 24 horas e a população tem aparecido. O grande desafio será a partir de junho, data prevista para que a Circulante (setor de empréstimos) também funcione no horário ampliado.

Infelizmente, até o momento me parece que não haverá bibliotecários, estagiários e outros funcionários que realizam a mediação da leitura e informação no período noturno e aos domingos. Digo isso porque acho que em todos os horários deveria haver mediadores, e até o momento (posso estar enganado) não há.

Creio que se está perdendo a oportunidade de realizar o seguinte:

“... seria uma ótima oportunidade de trabalhar as competências informacionais! O público menor, mais atencioso e nas busca por independência seria muito produtivo nesse sentido” (palavras do bibliotecário Saulo Campos retiradas de uma discussão no grupo da ABRAINFO no Facebook).

Há casos de bibliotecas 24 horas no exterior onde, em alguns horários, não há bibliotecários ou outros mediadores. Aqui em São Paulo, na Biblioteca Parque Villa Lobos (vale a pena a visita!), não havia bibliotecários no atendimento nos finais de semana (pelo menos era assim ano retrasado, quando participei do processo de seleção para trabalhar lá). Apesar de sempre aparecer por lá, não sei como está hoje.

Enfim, eis um tema interessante a ser estudado, comparando bibliotecas aqui e no exterior, não perdendo nas discussões o que é o melhor para o usuário e sustentável do ponto de vista econômico, principalmente em um cenário de crise como o atual.

REABDF - Encontramos vários exemplos de iniciativas de promoção da leitura pelo Brasil afora, mas muitas delas não são criadas e desenvolvidas por bibliotecários. A que se deve esse fenômeno, e o que falta aos bibliotecários para ocuparem a vanguarda desse esforço?

Okubo - Em primeiro lugar tem que ficar claro que não temos, e não devemos ter mesmo, predomínio sobre as iniciativas de leitura. Somos apenas mais uma profissão cuja práxis envolve atividades de leitura.

Ao mesmo tempo, é fato que houve um afastamento do bibliotecário das ações de leitura no seio da sociedade. Essa é minha percepção, afinal, durante minha formação há quase 20 anos, e até meados de 2010, pouco se falava em biblioteca popular ou comunitária. De certa forma, os bibliotecários de bibliotecas públicas se conformaram ao funcionamento do Estado brasileiro - infelizmente, com muita tendência a servir as classes excludentes e não servir a maioria da população, e com isso, foram se afastando da sociedade. O ambiente influencia quem está nele, e sabemos que o governo no Brasil nunca funcionou a contento. Recomendo uma leitura rápida para entender essa questão: no livro “A biblioteca pública em contexto: cultural, econômico, social e tecnológico”, o prefácio escrito pelo professor Oswaldo Francisco de Almeida Júnior é bem claro para mim sobre os porquês desse afastamento.

Mas a situação está mudando muito nos últimos anos. Tenho visto um bibliotecário paulistano reconhecido pelas bibliotecas comunitárias daqui como especialista nela; uma colega tem um projeto lindo junto a presidiários, outra realiza distribuição de livros em bairros periféricos, e um grupo de bibliotecários que trabalham em empresas está utilizando os princípios do “design thinking” para ajudar coletivos de uma ocupação cultural a implantar sua biblioteca comunitária.

Enfim, a biblioteconomia social ressurge e começamos a nos reinserir no dia-a-dia da sociedade novamente. Isso é que fará termos visibilidade dentro dela.

REABDF - Os bibliotecários brasileiros estão prontos para agirem como mediadores culturais?

Okubo - Acredito que sim. Ao mesmo tempo, é preciso que tenhamos uma melhor formação em gestão cultural. Acabei de fazer uma especialização em política e gestão cultural no Instituto Itaú Cultural (as inscrições para uma nova turma estão abertas e profissionais de todo país, podem se inscrever) e, durante o curso, percebi quanta informação sobre gestão cultural e também sobre gestão de políticas públicas eu não tinha. Logo, é preciso melhorar essa questão nos currículos universitários, ou participarmos de cursos e palestras sobre o tema depois de formados. Também melhorei minha visão no trabalho que faço atualmente, que consiste em apoiar na seleção e acompanhar projetos culturais de jovens da periferia de São Paulo e de organizações que se tornaram Pontos de Cultura, onde muitas desenvolvem atividades de leitura (saraus, bibliotecas comunitárias, edição de livros e revistas) e de acesso à informação - em geral projetos ligados a direitos humanos, questões de gênero, cultura popular, mídia livrismo entre outros temas.

REABDF - Como você definiria a participação de bibliotecários em movimentos associativos?

Okubo - A participação é bem fraca. Há, pelo menos em São Paulo, um grande descrédito com qualquer instituição, e isso afeta não só as associações, mas também os sindicatos e o sistema CFB/CRBs, que tem um caráter voluntário bem grande. Há motivos para isso: infelizmente não conseguimos fazer as associações se comunicarem efetivamente com os profissionais, mesmo tendo à mão as tecnologias da informação que trazem alguma facilidade de comunicação. Por outro lado, o movimento associativo se faz através de encontros, e parece que cada vez mais as pessoas não têm tempo para se dedicar a esses encontros, muitas vezes voluntários. Isso é reflexo dessa onda narcisista e individualista. Mas precisamos mudar isso, e o caminho está aí: a ABDF é um exemplo e a ACB – Associação Catarinense de Bibliotecários é outro. Estou de olho nas atividades desenvolvidas por vocês e também pela própria FEBAB.

REABDF - Comente um pouco sobre a ABRAINFO (Associação Brasileira de Profissionais da Informação). Quais as principais atividades e como os bibliotecários podem apoiar e se beneficiar da entidade?

Okubo - A ABRAINFO ainda é uma criança, e, como toda criança precisa, de muitos cuidados. Estamos tentando fazer isso. Mas é um caminho árduo, pois falta mais tempo e profissionais para dividir esses cuidados. Finalmente conseguimos registrar a Ata que elegeu a nova Diretoria e os Conselhos Deliberativo e Fiscal, e agora estamos finalizando um plano de ação para 2016.

A ideia é realizar as atividades passo a passo. Agora em abril, e depois em setembro, devemos dar continuidade aos debates com o tema “Informação e Negócios” em São Paulo, que tiveram início em 2015. Ao mesmo tempo, queremos conversar sobre o tema em outros estados - inclusive temos uma colega do Distrito Federal e outra de Pernambuco interessadas em promover debates semelhantes, a fim de mostrar aos profissionais da informação que é possível trabalhar fora das áreas onde comumente trabalhamos. Ao mesmo tempo, pretendemos criar um grupo de discussão sobre Biblioteca Escolar, tema importantíssimo para que a Lei 12.244/10 possa vingar. É preciso que mostremos para a sociedade porque a biblioteca escolar é importante e porque o bibliotecário e o técnico em biblioteca nelas são fundamentais. A tática é inverter o discurso, mostrando boas práticas já existentes, mesmo que nessas práticas bibliotecários não estejam envolvidos. Ficar falando do tema com enfoque apenas corporativo é um erro. Estamos falando com o presidente do Conselho Deliberativo, o professor Luiz Milanesi, que em seu Twitter tem falado bastante sobre o tema, para estar à frente desta mobilização.

Em breve também estaremos com o site renovado e com a proposta de ter uma agenda de eventos da área da informação e uma espécie de “quem é quem”, onde os profissionais associados (ou não associados) possam colocar quais são as suas habilidades e interesses promovendo o encontro de profissionais por quem precisa de algum serviço e entre os profissionais, inclusive fazendo ligações com ferramentas como o LinkEdin, por exemplo.

Estamos abertos a ter um bom relacionamento com outras associações e instituições ligadas a bibliotecários, arquivistas, historiadores, museólogos e outros profissionais da informação. A troca entre esses profissionais é enriquecedora e pode trazer benefícios a todos.

REABDF - Como resolver o dilema entre as necessidades de estímulo a leitura mais básica, de um lado, e, ao mesmo tempo, atender a demanda por informação técnica e científica de ponta, ambas tão necessárias ao País?

Okubo - O campo a ser explorado é amplo, logo é preciso que, durante o período de formação, os estudantes possam ser informados dessas necessidades, e, em seguida, possam escolher que caminho tomar. Uma formação modular talvez seja a solução para conseguir atender essas demandas, e. para isso, o currículo deve sofrer modificações profundas. Mas não vou me meter muito nessa seara, certamente o pessoal da ABECIN (Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação) já tenha isso mapeado. Só é preciso mais coragem e ousadia para mudar as coisas o quanto antes!

REABDF - Como será a biblioteca do futuro?

Okubo - Isso para mim é uma incógnita, mas alguns sinais estão aí: ela poderá ser um local de convívio, aprendizado e troca com acesso livre ao conhecimento, seja qual for o suporte em que ele esteja. Apesar dos avanços da inteligência artificial (o Google Deep Mind já está aí), por um bom tempo ainda será mais agradável tirar uma dúvida ou pedir uma sugestão de leitura a uma pessoa do que a um robô.

REABDF - O que você diria a estudantes de Biblioteconomia que pretendem seguir carreira em bibliotecas públicas e escolares?

Okubo - É preciso muita dedicação e paciência. Ainda não conseguimos estabelecer políticas públicas permanentes (mas mutáveis de acordo com a realidade) que resistam ao flagelo das trocas de gestão no contexto do poder público, e também nas bibliotecas de escolas privadas, onde o poder dos controladores muitas vezes não respeitam os currículos nacionais ou o consenso sobre como deve ser a gestão de uma biblioteca escolar. Enquanto isso não acontecer, precisamos ter dedicação e paciência para convencer ou lutar para convencer os gestores de que as bibliotecas podem ter um papel fundamental no desenvolvimento humano, social e econômico.

Ao mesmo tempo, temos de entrar de forma profunda na nova era da comunicação e da informação, tornando as bibliotecas espaços críticos, de criação, convivência e trocas acessíveis a todos. Sabemos que temos que enfrentar a falta de pessoal qualificado, espaços decentes, recursos para aquisição de acervo e para desenvolver atividades artísticas e culturais - faltas que assolam a maioria dos que trabalham nessas áreas.

Só lutando politicamente, mostrando serviço e nos aliando, profissionais, estudantes, outros profissionais de áreas afins e população onde atuamos, podemos mudar o quadro, que considero bem estagnado. Os estudantes, e nós, os formados, devemos: ler mais, estudar mais, discutir mais, ouvir mais e buscar novas soluções e caminhos, sem medo de errar, pois é errando e corrigindo o curso que se avança.

 

Entrevista elaborada por Daniel Guilarducci, Fernando Silva e Raphael Cavalcante.

Ler 4748 vezes Última modificação em Domingo, 26 Junho 2016 14:41