Dicas

ESPECIAL DIA DOS PAIS

 

A Revista Eletrônica da ABDF traz algumas ideias de presente para o papai bibliotecário:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DICAS DO LEITOR

 

ESCRITORES DA LIBERDADE - Filme

Dica de Nayara Cristina, estudante de Biblioteconomia da Universidade de Brasília

ÍndiceSinopse: Baseado em fatos reais, o filme de 2006 conta a história da recém formada professora Erin Gruwell (Hilary Swank) que acolhe uma turma de alunos complicados da escola de uma periferia na qual não há motivação alguma para os estudantes seguirem adiante ou ate mesmo acreditar na sua capacidade. No inicio, a recepção dos alunos com a professora não é nada agradável, por não a levarem a sério e possuírem realidades diferente, colocam em questão o fato de ser branca e representar a classe dominante dos Estados Unidos. Por não possuir apoio nenhum da direção nem dos colegas de trabalho, Erin começa um projeto de leitura iniciado pelo livro “O diário de Anne Frank”. Dirigido por Richard LaGravenese.

Comentário: Descoberto depois de uma tentativa falha de ler “O diário de Anne Frank”, o filme entrou pra lista dos meus favoritos por possuir atores incríveis, que se adequaram muito bem aos personagens mostrando os conflitos dos jovens de periferias da maneira como acontecem. O que me fez refletir foi o importantíssimo papel da professora Erin, assim como tantos educadores que já passaram por nossas vidas e nos incentivaram em decisões e que acreditaram na capacidade de cada um nos fazendo sentir especiais capazes de superar os obstáculos que a vida impõe.


13 DOS MELHORES CONTOS DE AMOR DA LITERATURA BRASILEIRA - Livro

Dica da Marina Vaz, estudante de Biblioteconomia da Universidade de Brasília

13 DOS MELHORES CONTOS DE AMOR DA LITERA 1251950376BSinopse: Os 13 contos que compõem este livro mostram que a palavra ainda é a melhor arma da sedução. No livro estão alguns dos melhores escritores brasileiros, representados, entre outros, por Machado de Assis, Drummond, Luiz Fernando Veríssimo, Marina Colassanti, Caio Fernando Abreu.

Comentário: Uma oportunidade incrível de conhecer mais autores brasileiros e em uma forma diferente de literatura, pelo conto. Os contos são apaixonantes e irresistíveis. São abordados pontos como a ansiedade, a traição, a saudade, a descoberta, inclusive o amor não correspondido por parte do que não ama. Um verdadeiro caso de amor com a língua portuguesa.


MAURICE, ROMANCE DE E.M. FORSTER - Livro

Dica do Raphael Cavalcante, bibliotecário da Câmara dos Deputados

71nsF28xOxLSinopse: Maurice, um jovem britânico estudante de Cambridge no princípio do século XX, apaixona-se platonicamente por Clive, seu colega na universidade, e é em parte correspondido. Com o fim desse romance que quase o leva ao desespero, passa a manter um romance com Scudder, guarda-costas de Clive. Não bastasse a possibilidade do amor entre homens e que pertencem a classes sociais diferentes, ainda há mais ingredientes explosivos nessa história: ele se efetiva num mundo sem nenhuma religião ou símbolos e conceitos, como os da arte e da filosofia grega, aos quais os personagens possam se apegar ou se justificar. E, sobretudo, propõe que essa forma de amor possa ocorrer entre homens comuns, que não são nem malditos e nem superiores aos outros homens em função de suas preferências afetivas e sexuais.

Comentário: O dado adjacente que mais chama a atenção antes da leitura do romance é o fato do livro ter ficado inédito por mais de 50 anos, lacuna temporal que vai de 1913 até 1971, ano da morte de seu autor, E. M. Forster, que optara pela publicação póstuma. Ora, quando atinamos para o puristanismo que assolava a Inglaterra das primeiras décadas do século XX, período inclusive no qual a trangressora obra "O amante de Lady Chatterley" fora banida de solo inglês, fica fácil entendermos a decisão de Forster. "Maurice" trata abertamente sobre a homossexualidade. Mais do que isso, o livro é um libelo contra as convenções sociais burguesas que, sob fervores cristãos, marginalizavam a conduta homoerótica, o "ato indizível dos gregos". Na trama, somos apresentados a Maurice, jovem belo e rico, não muito brilhante, quase um verdadeiro filho dos seus. Em Cambridge, é apresentado a Clive, dono de predicados semelhantes, superiores até, mas com inquietação crescente e com pendores à tradição helênica, ao classicismo grego. Na companhia de Clive, Maurice reconhece-se homossexual e entrega-se com paixão ao amigo. No entanto, o idílio é abalado à medida que Clive converte-se às convenções e Maurice descobre cada vez mais sobre si. Tal qual acontece na bibliografia sempre elegante de E. M. Forster, Maurice é um romance sobre incongruências, desacertos ideológicos e psicológicos entre seus protagonistas, tendo como pano de fundo os valores cultivados pela aristocracia inglesa de sua época. Trata-se de um livro bastante sincero sobre homossexualidade, sem no entanto resvalar nas cores trágicas ou demasiadamente efusivas acerca do tema.

Mais nesta edição: « Sagitta O Livreiro »